Não me ocorre tema algum para escrever. As ideias inquietantes e as discussões intrigantes, estas ficaram deitadas na minha cama. Porta afora veio, hoje, somente - e nesta hora sinto frustra-lo, amigo leitor - um vazio na mente que reverbera no coração; e uma espécie indistinta de apatia que - não nego a você - as vezes me move e me inspira.
A que, especificamente? Inspira-me (ou me coage?) a parar um pouco, a colocar uma fermata no compasso da pausa. Entendo Marisa Monte ao querer uma pausa de mil compassos, pois e exatamente o lapso temporal que me faria bem hoje.
E enquanto a pausa cumpre sua função de ausência de som, silencia também minha mente e, paradoxalmente, preenche suavemente meu dia.
Não se deve viver sempre tão colcheiamente.
Momentos mínimos também são necessários.
Mas hoje? Conceda-me licença, leitor: quero ser semibreve.

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